sexta-feira, 14 de setembro de 2018

ORQUIDÁRIO TICO E TECO

Orquidário Tico e Teco - estufa 
Que as condições climáticas de Analândia são excelentes para a saúde não é novidade nenhuma. Talvez o que você não saiba, é que são excelentes também para o cultivo de orquídeas.
Logo quando chegamos por aqui em 1998 e iniciamos o  projeto Recanto Som das Águas que além de pousada é uma área ecológica, conhecemos um engenheiro agrônomo chamado Marcio que também tinha acabado de adquirir uma chácara próximo à fazenda Pedra Vermelha com a finalidade de cultivar e comercializar orquídeas. Não passou muito tempo e o negócio dele prosperou.

Em 2002 dois irmãos de São João de Iracema que gostam muito de orquídeas se estabeleceram em Analândia. Eu soube na mesma semana pois alugaram parte de uma chácara da irmã do nosso então funcionário Naldo, Sra. Edleuza, situada no mesmo bairro onde fica nossa pousada. Ali os mesmos  improvisaram um pequeno viveiro para acomodar uma coleção de orquídeas.
Não passou muito tempo e os irmãos Alcides e Admilsom já conseguiram comprar a própria chácara, construíram casa pra morar e uma bela estufa para o cultivo de suas orquídeas. Nessa época o Alcides que é engenheiro agrônomo trabalhava na fazenda São Leopoldo Mandic na divisa com Descalvado e seu irão Admilsom, mais conhecido como Giló trabalhava como autônomo na Estância.
A coleção de orquídeas foi aumentando, aumentando e virou paixão. Não demorou e o espaço ficou pequeno e foi preciso ampliar. Despertou o interesse das pessoas e um pequeno comércio teve início nas horas vagas e finais de semana. 
Alcides e Admilsom

Tudo evoluiu rapidamente e os irmãos Alcides e Giló se uniram, abandonaram seus empregos e partiram para o ramo do comércio de orquídeas. Nascia assim oficialmente o Orquidário Tico e Teco no bairro Portal das Samambaias em Analândia em 2014.

Em menos de dois anos esses dois irmãos batalhadores ganharam a simpatia dos analandenses e também dos turistas. Trabalhando desde antes do sol nascer até muito depois que ele se põe, durante a semana, buscavam plantas no CEASA Campinas Flores e em orquidários de colegas na região para depois comercializar nas feiras livres das cidades vizinhas e em finais de semana no orquidário em Analândia.
Encarado até recentemente como um hobby, - verdadeira terapia para algumas pessoas - o cultivo de orquídeas começa a assumir feições de um bom negócio e consolida-se como importante atividade econômica em várias regiões do interior do estado de São Paulo.
Orquídea é, sem dúvida, uma flor que encanta a todos. É considerada um presente que todos gostariam de ganhar. Mas também é uma planta que muita gente gosta de colecionar. É um hobby que só faz bem. Para ambos os sexos e para todas as idades. Exercita a memória para quem coleciona e traz um enorme bem-estar psicológico. 

Além da profusão de cores, as orquídeas têm sua força na mística e interação, recebendo na literatura científica o status de "biologicamente eternas" pois crescem, florescem, se reproduzem e não morrem. Há plantas que acompanham gerações e seu cultivo é relativamente fácil, mesmo para iniciantes. Deve-se destacar que o mercado de orquídeas ainda tem muito espaço para crescer, dado o baixo consumo per capita, quando comparado ao de países desenvolvidos e até de vizinhos sul-americanos, podendo se consolidar como uma atividade competitiva sustentável para um contingente significativo de pequenos produtores.

Mas voltando ao Orquidário Tico e Teco, o empreendimento deu certo. Tudo ficou pequeno rapidamente e tiveram de procurar um local mais espaçoso. Bem ao lado do Morro do Cuscuzeiro, cartão postal de Analândia eles arrendaram recentemente um pequeno sítio. Ali construíram amplas e modernas estufas, recepção, estacionamento e até um restaurante e petiscaria que funciona em finais de semana e feriados.
Vista aérea do orquidário



O negócio vai de vento em popa. Até um laboratório para reprodução e melhoramento genético está em fase final de construção.
Mais duas pessoas que se somam aos empreendedores que vieram de fora para investir em Analândia promovendo o desenvolvimento turístico local.













       ORQUIDÁRIO TICO E TECO

    Um lugar gostoso de passear e ótimo  para fazer novos amigos.  

https://www.facebook.com/ticoetecoorquideas/

terça-feira, 31 de julho de 2018

20 ANOS DE TRABALHO E DEDICAÇÃO


Nesse mês de agosto a pousada rural “RECANTO SOM DAS ÁGUAS” completa dezesseis anos de funcionamento. O pequeno sítio degradado foi adquirido no ano de 1.998, portanto há vinte anos, quando o grupo Natiruts emplacava nas paradas a canção - Presente de um Beija-Flor.
Os primeiros quatro anos foram dedicados às implantações de infraestrutura básica como água encanada, linha de energia elétrica, terraplanagens e às edificações. Mas o reflorestamento eu comecei já na primeira semana, continuo até hoje e assim será até quando Deus me permitir. Sem dúvida, é a atividade que mais me dá prazer. Também gosto de cavalos e orquídeas, mas nada me faz sentir melhor que plantar, cuidar, ver a planta se desenvolver e interagir. Na maioria das vezes não colho os frutos mas os bichos e as aves o fazem. Quando era garoto fiquei tocado com um poema de Mauricio Francisco Ceolin divulgado por Henfil que sempre me vem à mente:


São portanto vinte anos de luta e dedicação em companhia da minha esposa Cláudia e dos meus três filhos Natália, Óliver e Anita que nasceram e foram criados nesse ínterim.
No início eu e a Cláudia exercíamos  a odontologia como profissão principal em Araras e nos dedicávamos ao sítio e à pousada em feriados e finais de semana. Hoje em dia já nos aposentamos e me dou ao luxo de trabalhar sozinho em Analândia  dois dias no meio da semana enquanto a Cláudia cuida Óliver e da Anita  que ainda estudam em Araras. A Natália está na UNICAMP.

Devido a falta de mão de obra local e também pelo pequeno retorno financeiro obtido no projeto da pousada, tivemos de pôr mãos à obra logo no início e nos tornamos pequenos agricultores regenerativos. Assim como pensava o saudoso ambientalista  José Luztenberguer, achamos mais correto o termo regenerativos que biológicos, orgânicos ou alternativos. Quando se trata de vida, seja bom ou mau, tudo é biológico, é orgânico; alternativo tem apenas a concepção de diferente.  Mas regenerativo significa regeneração do que foi perdido ou destruído. É a definição correta do nosso trabalho.

Problemas e momentos difíceis sempre nos acompanharam, mas, na maioria das vezes conseguimos superar ou resolver.
Exemplificando, os períodos de seca são sentidos com muito mais intensidade para aqueles que  lidam com a terra. Independentemente do nosso esforço, não há controle do clima e do tempo. Algumas plantas simplesmente não resistem e morrem de sede todo ano. Sempre replantamos novas mudas.
Curar  e vacinar animais, correção periódica do solo, manejo de culturas e controle de pragas e formigas cortadeiras fazem parte da rotina, assim como também os sustos com a manutenção das casas e das máquinas. A gente acaba virando eletricista, encanador, pedreiro, pintor e mais aquilo que precisar. Não tem como depender de outros sempre.

Temos um único problema chato e recorrente que desde o principio até hoje  não foi solucionado. Trata-se do gado dos vizinhos que varam cercas e detonam com nossas plantas. É inaceitável e uma maldade que poderia ser evitada. No inverno, quando o pasto fica exaurido, o gado sente fome e passa pelas cercas de divisa mal conservadas dos vizinhos. Quantas vezes já cheguei no sítio e encontrei uma boiada inteira comendo nossos jardins, pomares e bosques. Semana passada passamos por isso novamente. 
É obvio que existe a consciência da responsabilidade de que cada sitiante precisa cercar os próprios animais sejam eles, porcos, vacas, cavalos, avestruzes ou cabritos. Para cada tipo de animal uma cerca apropriada.
Construção de cerca em parceria, somente se as duas partes interessadas criam o mesmo tipo de animais. Parece obvio, não é mesmo? 
Hoje crio cavalos em rodizio de piquetes apropriados. Em vinte anos, nunca um cavalo nosso invadiu propriedade de ninguém. As cercas são apropriadas e  sempre conservadas.
Como não preciso cercar meus cavalos na divisa com ninguém, venho plantando e formando uma bonita cerca viva do nosso lado dessas cercas de divisa com as outras propriedades dos vizinhos para o embelezamento do local. Esse é meu trabalho nas divisas.
Optei também por manter um grande cinturão verde de árvores nativas em todo perímetro  da propriedade e re
florestei completamente a margem ciliar do Córrego do Retiro, a
final,  trata-se de uma Área de Proteção Ambiental. Esse riacho que faz divisa em um dos lados do sítio é um dos principais afluentes do rio Corumbataí que abastece oito cidades da região e vai desaguar no rio Piracicaba. Uma APP onde animais domésticos definitivamente não deveriam ter acesso devido à contaminação por fezes e urina, destruição da mata ciliar, pisoteamento e tráfego no solo úmido e frágil,  tendo como consequência o desaparecimento de pequenas nascentes, sulcos e  erosão dessas margens. Sofro muito com essa irresponsabilidade de alguns e torço para que se conscientizem e tomem providencias práticas.








segunda-feira, 11 de junho de 2018

7 DICAS PARA ESCOLHER UMA POUSADA


- Nunca deixe para procurar uma pousada na última hora.  
Pressa ou ansiedade só irá lhe prejudicar. Muita calma nessa hora!

- Pesquisar na internet ou o comodismo das Agências virtuais?
Para começo de conversa, fique sabendo que muitas pousadas não são cadastradas nas agencias virtuais tipo Bookink, Trivago etc. Vale a pena sim pesquisar todas as opções do local escolhido, afinal, aquela pousada ajeitada que você procura pode estar escondida atrás de tanta propaganda.
 Há que se levar em consideração  também o custo da comissão dessas agencias que está  embutido no preço da reserva. Se conversar direto com o proprietário que utiliza essa tecnologia alternativa de venda online,  provavelmente você terá um desconto. Considere também que nesse caso a maior parte das pousadas não costuma anunciar as suas melhores acomodações e sim as mais baratas.

- Evite transtornos e aborrecimentos! 
Procure saber tudo antes de fazer uma reserva. Analise os sites com atenção preferencialmente em um computador. No celular não dá para ver direito. Nos sites têm todas as informações que você precisa, menos o preço da diária ou do pacote, que muitos pousadeiros preferem omitir por motivos que eu pessoalmente não concordo.  Veja tudo com atenção. Compare tudo e  decida-se. Aí sim, entre em contato com a pousada escolhida para tirar uma eventual dúvida. O próximo passo é fazer a pré reserva e solicitar os dados bancários fazer o depósito de reserva que corresponde a 50% do total das diárias. 

- Dúvidas?
Tem gente que não tem paciência de ler o conteúdo de site. Vai direto na página de contato e telefona primeiro para depois pensar naquilo que vai perguntar.  Pior ainda é aquele que quando telefona não lembra o nome da pousada que está consultando.
Mas o fim da picada é quando o infeliz  não decidiu se a cidade de destino é realmente aquela e liga para que o dono da pousada  o convença de que é a melhor opção.  Pode?  Pense na situação do pousadeiro que provavelmente interrompeu  algum trabalho para atender um telefonema desse!

Se tiver alguma coisa no site que não ficou claro para você, a maneira mais segura de tirar suas dúvidas é sempre por e E-mail assim fica tudo registrado. Não sendo possível, telefone em horário comercial. Respeite horário de almoço, e horário noturno.  Vale lembrar que pousadas não costumam ter porteiros ou recepcionistas 24 horas. Isso é coisa de hotel. Normalmente é só o dono e a família que cuidam de tudo e, sendo assim, estão sempre ocupados ou longe do telefone.
 Desconsidere contato por WhatsApp . Toma um tempo absurdo , é impessoal, e não compromete. 


- Foque no seu objetivo.
Não disperse sua atenção“dando só uma espiada” em sites que não tenham nada a ver com aquilo que você realmente esteja procurando. Se, por exemplo, você não viaja sem o seu cão, esse é o fator mais importante. Procure exclusivamente  sites de pousadas que aceitam animais. E assim por diante.
- Fotos da pousada no site.  
Desconfie de fotos com pouca claridade. Desconfie também de sites com muitas fotos de flores, pássaros e paisagens  da região que não tenham nada a ver com a pousada em si. Em um site sério de pousada deve ter sim  fotos nítidas e claras das acomodações inclusive banheiros, refeitório, sala de estar, recepção e demais instalações. Opções de lazer definidas, localização inclusive com mapa, formas de contato  e descrições claras e objetivas de tudo incluindo tarifas. 
Difícil ver detalhes. Fica só na imaginação.

Dá pra ver detalhes como o piso higiênico, circulação de ar
mobília, vista externa e decoração.














- O famoso “jeitinho brasileiro”. 
Seja ético! Esse negócio de jeitinho brasileiro é démodé e hoje tem outro nome.
Aceite as normas impostas para o bom funcionamento da pousada ou escolha outra e ponto final.


Ilustrações tiradas da internet.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

NOSSOS OLHOS D'ÁGUA

2017 tem sido um ano bom para o progresso sócio ambiental de Analândia e região. Hoje, quero enfatizar a grande importância do Projeto Nascentes Analândia já em andamento, que visa a recuperação e proteção de nascentes da microbacia do córrego Cavalheiro que nasce no município de  Analândia.

Pela primeira vez nesses últimos anos, uma empresa especializada foi contratada pela Agência das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí para realizar gratuitamente os levantamentos necessários em quinze propriedades e também a execução das ações envolvendo restauração ecológica.
Felizmente os proprietários rurais aceitaram o projeto de bom grado e estão vivamente interessados. Além da valorização econômica, todos reconhecem a importância dos olhos d’água que brotam em suas propriedades. 

Água é VIDA!



Posteriormente creio que esse projeto deva se estender também aos outros córregos que originam o rio Corumbataí que é de fundamental importância para vários municípios na região.
São atitudes ecologicamente corretas como essa que contribuem para o bem estar de todos.
O turismo na Estância de Analândia certamente irá se beneficiar. Um local que já é bonito e encantador vai ficar ainda melhor.
No ano de 1966, a cidade de Analândia passou a ser considerada Estância Climática, por suas belezas naturais, pela qualidade da água e do clima, tornando-se um lugar muito procurado para descanso, para passeios e para o lazer que as suas belezas naturais propiciam àqueles que vão em busca do contato com a natureza e a hospitalidade de sua população.
Hoje Analândia tem uma população estimada em 4.500 habitantes. Sua economia está baseada na agricultura e no turismo. A cidade está a 675 metros acima do nível do mar e o seu maior potencial é o turismo ecológico em franco desenvolvimento.

Com um número adequado de boas pousadas, bons restaurantes e preços convidativos, o turista que visita a Estância sempre volta.






sexta-feira, 1 de setembro de 2017

ANALÂNDIA E BROTAS

Analândia tem o status de Estância Climática desde 1966, portanto há cinquenta e um anos. Acordou para o turismo quando sua vizinha Brotas, na década de oitenta, começou a se projetar a nível brasileiro através dos esportes de aventura e ecoturismo. Nessa mesma época surgiu a dupla sertaneja João Paulo e Daniel que explodiu nas paradas de sucesso e colaborou muito na projeção e divulgação do nome da cidade

A principal fonte de renda do município de Brotas vem da agricultura canavieira. Depois de uma estagnação de mais ou menos cinquenta anos com o término do ciclo do café, voltou a crescer de forma sustentável e se desenvolveu através do turismo. É interessante observar como uma antiga forma de se divertir dos moleques da região que costumavam descer o rio Jacaré Pepira de boia, evoluiu  para a principal atividade turística local que é o Rafting.


 É obvio que não foi só isso. O sucesso de Brotas  no turismo ocorreu devido ao conjunto de fatores formado pelo momento por que passava o país, à privilegiada localização geográfica no centro do Estado, à topografia, à hidrografia e demais aspectos geográficos favoráveis, à visão empresarial de alguns, ao oportunismo e à união da população em torno de um ideal comum. Um modelo que deu certo e inspirou muitas outras localidades brasileiras. Mas é importante ressaltar que cada local tem suas particularidades.   Socorro, por exemplo,  que também despontou nesse ramo de atividade turística, precisou investir e inovar muito para criar sua própria identidade turística valorizando sua regionalidade.
Analândia é hoje um município praticamente três vezes menor e a população é cinco vezes menor que Brotas, mas tem um potencial turístico maior devido aos aspectos geográficos.
Construímos o Recanto Som das Águas na Estância justamente acreditando nessa potencialidade. Mas desde 1998 quando iniciamos nosso projeto, comparando com outros municípios, pouco foi feito. Mas agora estou sentindo que estamos passando por um bom momento com lançamento de novos projetos que vou comentar oportunamente.
Sobre gestão pública e  planejamento e urbanismo, vou pedir para uma amiga mais gabaritada escrever o próximo artigo desse Blog. 




sexta-feira, 18 de agosto de 2017

ESTANCIA, ATÉ QUANDO?

Estamos em agosto de 2017 portanto faz oito meses que um novo governo tomou posse. A população da nossa querida Analândia já começa inquietar-se em detrimento da expectativa por melhorias imediatas que vai se frustrando. Por outro lado, a prefeitura encalhada em uma dívida herdada da administração anterior da qual, vale lembrar, o atual prefeito exercia a função de vice-prefeito, tenta a duras penas reverter um quadro caótico trabalhando com boas intenções e parcos recursos. Situação difícil que se agrava diante dessa crise principalmente política e também econômica que nosso país atravessa. Mas o turismo está em alta e justamente essa é a principal atividade econômica da nossa Estância. Finalmente isso foi reconhecido!

O turismo no Estado movimenta até 56 setores da economia. Gera um milhão de empregos diretos e dois milhões indiretos. São Paulo é único Estado com políticas públicas voltadas à atividade turística, tratado como vetor de desenvolvimento social e econômico. O modelo possibilita estar na vanguarda do turismo nacional. Por isso, desenvolve uma política de fomento por meio da destinação de recursos do seu Tesouro, através do Fundo DADETUR (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos), para 70 municípios estâncias. Quase R$ 1,2 bilhão foi investido em 1.461 convênios para obras e ações de interesse turístico entre 2011 e 2016.


A notícia ruim para Analândia, é que esses recursos vindos do Estado correm o risco de serem interrompidos, caso a administração não regularize em tempo hábil algumas situações pendentes de caráter técnico e financeiro. Não bastasse isso, doravante as cidades privilegiadas com o título de estâncias terão que fazer por merecer esse status, fazendo direitinho a lição de casa e melhorando sempre seus atrativos turísticos inclusive também com recursos próprios. Até o fim do ano, deverá ocorrer aprovação de todos os 140 MITs,(municípios de interesse turísticos) como prevê a Lei, e o Estado terá quase um terço dos seus municípios voltados ao turismo. A cada período alguns daqueles municípios que se destacarem subirão no ranking atingindo o status de estância, passando a receber um montante bem maior de recursos. Em contrapartida, as estâncias com pior avaliação perderão seus status, passando à categoria de municípios de interesse turístico tendo assim seus recurso substancialmente diminuídos. Simples assim! É uma forma de premiar cidades que fizeram jus e souberam administrar bem os recursos recebidos com destinação ao desenvolvimento do turismo local e penalizar outras que administraram mal seus recursos.


Mostrando sua atenção realmente para com todos os municípios interessados, no início desta semana o Ministério do Turismo finalizou o relatório da regionalização do turismo. Ao todo 432 municípios paulistas estão cadastrados e divididos em 51 regiões. Com este reconhecimento será possível pleitear verbas federais através das propostas voluntárias e dos programas e projetos.
De acordo com o Ministério, o Programa de Regionalização do Turismo entende que, se o município pode contribuir ou ser beneficiado pela atividade turística, ajudando no desenvolvimento regional sustentável, ele poderá consequentemente participar de uma região turística, contribuindo com a cadeia produtiva do segmento.

Como lembra o governador Alckimin, “A atividade do turismo é responsável por 10% do nosso PIB. Recebemos mais de 50 milhões de turistas por ano. E isso gera mais de um milhão de empregos diretos e dois milhões de empregos indiretos no Estado”.


Dados: Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo

sexta-feira, 9 de junho de 2017

RECANTO - 2017

E lá se vai o primeiro semestre de 2017. Que ano turbulento! Quantas decepções com nossos representantes políticos! Será que esse país tem jeito? E Analândia?
Analândia, assim como muitos outros lugares desse nosso Brasil, sofre os efeitos dessa crise política nacional, pede licença, abre caminho, não se deixa abater e segue adiante tentando resolver seus próprios problemas da melhor forma possível.
Tivemos a sorte de começar o ano com um padre novo, por sinal muito simpático, e novos administradores e vereadores bem-intencionados querendo mostrar serviço.

Mesmo assumindo a prefeitura com muitas dívidas, o prefeito deu o exemplo.




  Prefeito dando exemplo de boa conduta  liderando grupo de moradores em mutirão de limpeza nos principais pontos com atrativos turísticos da Estância.







ANALÂNDIA
No ano de 1966, a cidade de Analândia passou a ser considerada uma das 15 Estancias Climáticas do Estado de São Paulo pela qualidade da água e do clima, tornando-se um lugar muito procurado para descanso, passeios e para o lazer. Depois de quase ter perdido esse status, agora corre atrás do prejuízo tentando se adequar novamente às normas exigidas pela Secretaria de Turismo do Estado.
Relevo com Cuestas Basálticas compõem o cenário




2017 NO RECANTO SOM DAS ÁGUAS
Começamos bem o ano com um Réveillon muito concorrido. As pessoas que escolhem Analândia vêm em busca de sossego, tranquilidade e aconchego. Nossa maior satisfação é receber hóspedes habituais que já se tornaram amigos e outros que terão essa mesma chance. 



O Carnaval na cidade não foi lá essas coisas pois a Prefeitura que costuma bancar a festa estava atolada em dívidas, mas quem veio na pousada se esbaldou nas cascatas do nosso Córrego do Retiro e curtiu nossos bichos.















Dando continuidade ao nosso projeto  social, esse ano disponibilizamos novamente o espaço para os alunos formandos do curso técnico em meio ambiente da Escola Alberto Feres de Araras para um dia de campo com palestras e aula de campo.